
Os adolescentes portugueses estão entre os europeus que mais tomam o
pequeno-almoço, mais fruta consomem e menos fumam, de acordo com um
estudo internacional divulgado esta terça-feira que reúne dados de 200
mil jovens de 40 países da Europa, Israel, EUA e Canadá e salienta a
necessidade de analisar as desigualdades para que os jovens tenham
oportunidade de maximizar a sua saúde e bem-estar no presente e no
futuro.
O trabalho em questão inclui indicadores que vão desde a saúde, a
violência, a relação com a família e amigos e o bem-estar. "Na maior
parte dos indicadores de saúde, estamos numa posição média, alguns
indicadores destacam-se pela positiva, outros pela negativa", disse à
agência Lusa a coordenadora do estudo em Portugal, Margarida Gaspar de
Matos.
Os pontos mais positivos são, segundo a responsável, "as questões do
pequeno-almoço, pois somos dos meninos que mais tomam pequeno-almoço na
Europa, e do consumo de fruta".
Além disso, adianta a professora da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa, Portugal está abaixo da média europeia no consumo de tabaco e tem vindo a diminuir a sua incidência "de uma forma muito consistente" entre os jovens de 11 a 16 anos desde 2002.
Além disso, adianta a professora da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa, Portugal está abaixo da média europeia no consumo de tabaco e tem vindo a diminuir a sua incidência "de uma forma muito consistente" entre os jovens de 11 a 16 anos desde 2002.
Para Margarida Gaspar de Matos, este é "um dossiê ganho", tal como
acontece com o dossiê da violência e da provocação em espaço escolar,
relativamente ao qual Portugal estava "mal situado" e agora "está nos
valores médios". A especialista sublinha que, desde 2002, "há vários
indicadores seguros de que a saúde dos jovens tem vindo a melhorar".
Alimentação e atividade física precisam de melhorias
Alimentação e atividade física precisam de melhorias
Ainda assim, o estudo revela também que os adolescentes portugueses são
os que mais stress sentem em relação aos trabalhos relacionados com a
escola, uma vez que "têm a ideia de que os professores não os acham
competentes do ponto de vista escolar", explicou Margarida Gaspar de
Matos.
Os dois pontos mais negativos são o facto de a prática de atividade
física por parte dos jovens lusos ser "das mais baixas" dos países
analisados e de estar a observar-se um aumento do excesso de peso em
Portugal, o que coloca os nossos adolescentes, principalmente as meninas
mais novas, numa situação crítica.
A responsável defendeu, consequentemente, que "tanto a questão da
prática de atividade física como a alimentação saudável são dois focos
de intervenção em termos políticos que temos de ter em atenção".
Margarida Gaspar de Matos aproveitou também para incentivar todos os que têm o poder nas mãos a "não descontinuar as medidas de intervenção em termos de promoção de saúde nas escolas, nas autarquias e na comunidade" para que não se percam os progressos alcançados.
[Notícia sugerida por Sofia Baptista]
Margarida Gaspar de Matos aproveitou também para incentivar todos os que têm o poder nas mãos a "não descontinuar as medidas de intervenção em termos de promoção de saúde nas escolas, nas autarquias e na comunidade" para que não se percam os progressos alcançados.
[Notícia sugerida por Sofia Baptista]
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